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08 de setembro Dia Mundial da Alfabetização
Dia Mundial da Alfabetização

No dia 08 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi instaurada no ano de 1967 pela ONU (Organização das nações Unidas) e pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com o objetivo de erradicar o analfabetismo no mundo e abrir possíveis discussões sobre como desenvolver esse processo em vários países. A alfabetização em caráter mundial passou por diversas mudanças ao longo dos séculos, deixando de ser meramente ligada a uma classe social e passando a ser um direito garantido a todos. Aqui no Brasil, o direito é defendido pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96), pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e pela Constituição Federal.

Ler é a capacidade do estudante de olhar o conteúdo e internalizar. Isso lhe garante criticidade sobre diversos acontecimentos mundiais, e lhe da autonomia para agir e pensar. A aprendizagem significativa ocorre partindo da interação do professor como mediador e influenciador do processo ensino aprendizagem dos alunos, onde o mesmo utiliza-se do conhecimento cientifico para ler e compreender o mundo.

Para Fernando Pessoa, “ler é sonhar pela mão de outrem” sendo assim o aluno precisa se apropriar de diferentes linguagens e códigos para compreender o mundo ao seu redor, ler é um instrumento de transformação em todas as áreas dos conhecimentos codificando e decodificando o mundo por meio de olhares diferentes apropriando-se da intencionalidade, de todo um contexto histórico e linear. A escrita faz parte do processo de ler e interpretar, ao escrever, o aluno, usa por meio da expressão gráfica, se comunica e se insere na sociedade. É codificando e decodificando fonemas e grafemas que a criança desenvolve vocabulário da escrita.

 

Alfabetização segundo Emília Ferreiro.

 

Emília Ferreiro, natural da Argentina, psicóloga e pedagoga, foi aluna e assistente de Jean Piaget, estudioso dos processos de aquisição e elaboração de conhecimentos pela criança. Emília Ferreiro focou nos mecanismos relacionados à leitura e à escrita, é referencia no Brasil nos últimos 30 anos por ser grande incentivadora do construtivismo e por uma nova concepção sobre o processo de alfabetização, o que influenciou os –PCNs - Parâmetros Curriculares Nacionais (são documentos que compõem a grade curricular educativa servindo como ponto de partida para o trabalho docente de uma instituição.)

A Psicogênese da língua escrita não apresenta um método, apenas revela os processos de aprendizagem da criança, de assimilação e acomodação dos esquemas internos, dando ênfase ao aluno como explorador do seu conhecimento, e o professor age como mediador e instigador. 

O educador utiliza-se de estratégias para proporcionar que o aluno desenvolva os esquemas internos para a construção da leitura e da escrita de forma individual e social, considerando que a criança aprende em todos os momentos e faz uma leitura de mundo. De acordo com a teoria da psicogênese, a criança passa por 4 etapas: pré silábico, silábico, silábico alfabético e alfabético, para então se apropriar do código linguístico.

O processo de alfabetização pode ser instigado desde a Educação Infantil, com a apresentação de atividades sensoriais que evidenciam a não obrigação do aprendizado formal e sim o lúdico. Momentos prazerosos, como as cantigas de roda e a leitura de um livro é indispensável no incentivo a leitura, pois oferecem um mundo mágico de palavras e imaginação, ressignificando o universo infantil.

 

Processo histórico da alfabetização no Brasil

 

O processo de educação no Brasil era conhecido como um processo sistematizado de transmissão do saber. Os indígenas foram submetidos a aprender uma nova língua através catequização promovida pelos missionários jesuítas. Durante o processo de colonização do Brasil, o ensino era um direito dos homens brancos não permitindo aos escravos e às mulheres frequentarem escolas.

No decorrer do século XIX, o ensino continuou sendo apenas visto como transmissão do saber. Na Era Vargas, porém, é criado o Ministério da Educação e, consequentemente, estabelecido o Ensino Secundário e Superior. Em 1934, é incluída a educação como um direito de todos e responsabilidade do governo e da família. Posteriormente, a Constituição Federal foca o sistema educacional no ensino profissional a fim de preparar os trabalhadores para atender à demanda operária.

O artigo 205 da Constituição Federal de 1988 diz: “A educação, direito de todos e dever do estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”